20/02/2026

Gratidão e Liberdade: Como Lidar com a Ajuda - Parte 2

A Parte 1 de nossa abordagem, tratou de alguns motivos pelos quais as pessoas muitas vezes não pedem e/ou não aceitam ajuda.

Nesta segunda parte, apresentaremos outros motivos e importantes recomendações sobre como proceder. Venha e entenda!


Imagem: pixabay.com


Outras motivos que levam as pessoas a recusarem-se pedir ou receber ajuda são os apresentados a seguir. Veja a Call to Action (Como Agir) no final do post.

 III. Aversão a Determinadas Pessoas 

Por motivos como desentendimentos havidos no passado, preconceitos ligados a cor de pele, etnia, entre outros, muitas vezes as  pessoas deixam de pedir ou aceitar ajuda.

Este impedimento parece ser mais ultrapassável, pelo situações de elevada urgência. Não ultrapassá-lo pode ser indicador de um nível demasiadamente elevado de orgulho e/ou teimosia. Há situações em que, como diz a frase frase, "não se olha para o rosto de quem nos estende a mão".


IV. Não Dever Nada a Ninguém

"Não quero dever nada a ninguém!"

Trata-se da busca da liberdade e evitar a dependência ou dívida. Essa dívida pode ser material/financeira, mas toda a ajuda, mesmo a material, implica geralmente uma dívida moral, sustentada pelo registo histórico ou a memória do facto de termos sido ajudados; ou seja, pela consciência  de que em algum momento, de alguma forma, fomos ajudados.

E será que aceitar ajuda é contrair dívida? 

A seguir, respondemos a essa pergunta com a devida ponderação.

O entendimento de que aceitar ajuda é contrair dívida, muitas vezes é motivado pela atitude e o comportamento de quem ajuda; estes, por sua vez, são influenciados por ambientes socio-culturais em que práticas viciantes não censuradas nem corrigidas enraizaram-se na vida prosaica e tornaram-se costume. Assim, nesses casos, o procedimento de quem ajuda de encarar isso como um empréstimo que concede a alguém pode ser entendido como um automatismo e, talvez até se possa dizer, um transtorno psíquico. 

Porém, noutros casos, ajudar e encarar a ajuda como empréstimo, desencadeando comportamentos de cobrança, pode ser uma atitude deliberada do (a) "ajudador (a)".

👉 Motivo III (Aversão a Determinadas Pessoas)

Para o (a) Ajudador (a)

Seja tolerante, e ainda que quem precise se ajuda demonstre desprezo, ajude olhando para a necessidade, e não para o transtorno psíquico da pessoa, que também é uma dificuldade em que se pode ajudar.


  • Não seja preconceituoso. Estime e respeite outrem, mesmo quando não precisa de ajuda.

Para o (a) ajudado (a)

  • Ainda que se trate de pessoas que no passado você maltratou e agora tais pessoas estão em condições de lhe ajudar, deixe de lado a presunção e o orgulho. Não se sinta desprezado por justamente tais pessoas terem que lhe ajudar. É também uma chance de reconhecer e voltar ao seu lugar, onde tem oxigénio suficiente para respirar bem, pois o orgulho é como um balão 🎈 insuflável: quanto mais você permanece nele, mais vai subindo, e não se esqueça que, quanto mais a altura, menos oxigénio e também maior a queda.


Até os astronautas têm tempo limitado no espaço. Ademais, antes de lhes imitar, lembre-se de que eles têm uma reserva de oxigénio, uma missão plausível e treinamento adequado.


👉 Motivo IV (Não Dever Nada a Ninguém)

Para o (a) Ajudador (a):

Não constranja nem oprima quem precisa de ajuda. Aprenda a dar livremente, pois essa é uma missão e ajudar o próximo é das principais práticas que direccionam para o motivo da vida.


Para o (a) Ajudado (a)

Pondere bem:

  • Lembre-se de que o ser humano é gregário por natureza, e que esse estilo de vida implica aJudá mútua.
  • Sensatez de reconhecer quando precisa de ajuda, optando por formas e maneiras de ajuda menos comprometedoras ou onerosas.
  • Veja bem a quem pede ajuda, mas não com base em algum tipo de discriminação racial, étnica, ou outra. Baseie-se em critérios imparciais e isentos, ligados ao carácter das pessoas como os valores morais expressos na conduta de vida.
  • Seja claro quando for pedir ajuda. Por exemplo, se precisar de ajuda pois financeiro, deixe claro que precisa de uma doação e não de um empréstimo.

Dica: já agora, pedir empréstimo ao invés de doação pode ser uma forma de reduzir o peso da dívida moral (pelo menos devolverei) e também o constrangimento da rejeição do pedido que pode haver tratanto-se uma doação. E se for pedir empréstimo, certifique-se de que estejam bem especificadas e explícitas as condições de pagamento (como Prazo, Modalidade e Forma de Pagamento, e Taxa de Juros, se estes forem cobrados, entre outros itens) e examine se tem ou terá capacidade para cumprir as condições e não incorrer em inadimplência.

Boa jornada!

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