A Parte 1 de nossa abordagem, tratou de alguns motivos pelos quais as pessoas muitas vezes não pedem e/ou não aceitam ajuda.
Nesta segunda parte, apresentaremos outros motivos e importantes recomendações sobre como proceder. Venha e entenda!
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| Imagem: pixabay.com |
Outras motivos que levam as pessoas a recusarem-se pedir ou receber ajuda são os apresentados a seguir. Veja a Call to Action (Como Agir) no final do post.
III. Aversão a Determinadas Pessoas
Por motivos como desentendimentos havidos no passado, preconceitos ligados a cor de pele, etnia, entre outros, muitas vezes as pessoas deixam de pedir ou aceitar ajuda.
Este impedimento parece ser mais ultrapassável, pelo situações de elevada urgência. Não ultrapassá-lo pode ser indicador de um nível demasiadamente elevado de orgulho e/ou teimosia. Há situações em que, como diz a frase frase, "não se olha para o rosto de quem nos estende a mão".
IV. Não Dever Nada a Ninguém
"Não quero dever nada a ninguém!"
Trata-se da busca da liberdade e evitar a dependência ou dívida. Essa dívida pode ser material/financeira, mas toda a ajuda, mesmo a material, implica geralmente uma dívida moral, sustentada pelo registo histórico ou a memória do facto de termos sido ajudados; ou seja, pela consciência de que em algum momento, de alguma forma, fomos ajudados.
E será que aceitar ajuda é contrair dívida?
A seguir, respondemos a essa pergunta com a devida ponderação.
O entendimento de que aceitar ajuda é contrair dívida, muitas vezes é motivado pela atitude e o comportamento de quem ajuda; estes, por sua vez, são influenciados por ambientes socio-culturais em que práticas viciantes não censuradas nem corrigidas enraizaram-se na vida prosaica e tornaram-se costume. Assim, nesses casos, o procedimento de quem ajuda de encarar isso como um empréstimo que concede a alguém pode ser entendido como um automatismo e, talvez até se possa dizer, um transtorno psíquico.
Porém, noutros casos, ajudar e encarar a ajuda como empréstimo, desencadeando comportamentos de cobrança, pode ser uma atitude deliberada do (a) "ajudador (a)".
👉 Motivo III (Aversão a Determinadas Pessoas)
Para o (a) Ajudador (a)
Seja tolerante, e ainda que quem precise se ajuda demonstre desprezo, ajude olhando para a necessidade, e não para o transtorno psíquico da pessoa, que também é uma dificuldade em que se pode ajudar.
- Não seja preconceituoso. Estime e respeite outrem, mesmo quando não precisa de ajuda.
Para o (a) ajudado (a)
- Ainda que se trate de pessoas que no passado você maltratou e agora tais pessoas estão em condições de lhe ajudar, deixe de lado a presunção e o orgulho. Não se sinta desprezado por justamente tais pessoas terem que lhe ajudar. É também uma chance de reconhecer e voltar ao seu lugar, onde tem oxigénio suficiente para respirar bem, pois o orgulho é como um balão 🎈 insuflável: quanto mais você permanece nele, mais vai subindo, e não se esqueça que, quanto mais a altura, menos oxigénio e também maior a queda.
Até os astronautas têm tempo limitado no espaço. Ademais, antes de lhes imitar, lembre-se de que eles têm uma reserva de oxigénio, uma missão plausível e treinamento adequado.
👉 Motivo IV (Não Dever Nada a Ninguém)
Para o (a) Ajudador (a):
Não constranja nem oprima quem precisa de ajuda. Aprenda a dar livremente, pois essa é uma missão e ajudar o próximo é das principais práticas que direccionam para o motivo da vida.
Para o (a) Ajudado (a)
Pondere bem:
- Lembre-se de que o ser humano é gregário por natureza, e que esse estilo de vida implica aJudá mútua.
- Sensatez de reconhecer quando precisa de ajuda, optando por formas e maneiras de ajuda menos comprometedoras ou onerosas.
- Veja bem a quem pede ajuda, mas não com base em algum tipo de discriminação racial, étnica, ou outra. Baseie-se em critérios imparciais e isentos, ligados ao carácter das pessoas como os valores morais expressos na conduta de vida.
- Seja claro quando for pedir ajuda. Por exemplo, se precisar de ajuda pois financeiro, deixe claro que precisa de uma doação e não de um empréstimo.
Dica: já agora, pedir empréstimo ao invés de doação pode ser uma forma de reduzir o peso da dívida moral (pelo menos devolverei) e também o constrangimento da rejeição do pedido que pode haver tratanto-se uma doação. E se for pedir empréstimo, certifique-se de que estejam bem especificadas e explícitas as condições de pagamento (como Prazo, Modalidade e Forma de Pagamento, e Taxa de Juros, se estes forem cobrados, entre outros itens) e examine se tem ou terá capacidade para cumprir as condições e não incorrer em inadimplência.
Boa jornada!

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