Nas terras de Camões, reactivam-se as memórias da conquista da liberdade democrática. Confira!
Foi a 25 de Abril de 1974 que o país da península ibérica conquistou a liberdade, derrubando o então regime do Estado Novo, um feito que teve repercussões além-fronteiras.
Nesse dia, encerrava-se um capítulo de ditadura militar e dava-se início a instituição de um país democrático, culminando com a entrada em vigor da Constituição em 1976, após um período de dois anos de agitação social, sendo conhecido como Processo Revolucionário em Curso (PREC).
O evento, também denominado Revolução dos Cravos, foi conduzido por militares, tendo contado com o apoio da população. De entre os nomes mais conhecidos, destacam-se Salgueiro Maia, Otelo Saraiva de Carvalho, Américo Tomás, os quais integravam o Movimento das Forças Armadas (MFA) que viria a depor o então Presidente da República, Marcello Caetano, no dia 25 de Abril de 1974.
Agora sob presidência de António Spínola, o qual sucedeu Caetano, seguiu-se uma série de eventos que viriam a culminar com as independências dos países que outrora eram colónias portuguesas.
Você sabe a que se deve o nome Revolução dos Cravos? Veja a seguir.
Regista a história que, no dia 25 de Abril, uma senhora andava pelas ruas carregando um buquê de flores, quando os soldados pediram-lhe um cigarro. Ela, não podendo atender o pedido mas tendo o buquê, foi distribuindo cravos aos soldados, os quais, tendo recebido, puseram os cravos nos canos de suas armas, tendo o gesto se propagado rapidamente e vindo a simbolizar o que geralmente se considera uma revolução pacífica.
Todavia, há o registo de mortes e feridos como resultado de confrontos entre a PIDE/DGS (Polícia Internacional e de Defesa do Estado / Direcção-Geral de Segurança), a MFA e a população.
A data é feriado nacional obrigatório em Portugal.
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