As pessoas geralmente conseguem distinguir entre cartões de débito e cartões de crédito. Mas há um tipo de cartão que pode ser de difícil compreensão: os Cartões de Débito Diferido. Leia na íntegra e entenda como funcionam.
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Os Cartões de Débito Diferido (CDD) são actualmente o tipo de cartão bancário sobre o qual mais se levantam controvérsias.
O seu nome pode sugerir o contrário, mas ele é um tipo de cartão de crédito.
Os Cartões de Débito Diferido estão associados a uma Conta à Ordem, mas os débitos ou saídas de valor não são descontados no exacto momento em que ocorrem, mas contabilizados apenas depois de decorrido certo período de tempo, em data determinada por acordo com o banco.
Uma característica importante é que eles não dão lugar à cobrança de juros por parte dos bancos. Mas distinguem-se dos cartões de débito normais pelo facto de o desconto não ser feito imediatamente, e dos cartões de crédito pelo facto de não implicar o pagamento de juros.
Os clientes podem obter benefícios com esse tipo de cartões, destacando-se aqueles com saldos de conta corrente elevados.
Porém, não é consensual que o desconto diferido é o único requisito para este tipo de cartão. Em Portugal, por exemplo, além do desconto diferido, exige-se que o banco conceda valor a crédito para que um cartão seja considerado de débito diferido.
Um dos principais desafios ao lidar com os CDD é o desconhecimento por parte dos clientes do que ele é e da forma como funciona, de suas vantagens e limitações.
Se não souberem que se trata de um tipo com cartão de crédito, os clientes podem, quando usam CDD's , por exemplo, se surpreender com taxas que incidem sobre uso de cartões de crédito.
Para concluir, nossa recomendação é que se informe junto de seu banco sempre que pretender adquirir um CDD, e compare com outros cartões possíveis para ver qual opção é melhor.
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