Trabalho e Emprego são dois conceitos distintos frequentemente confundidos. A diferença prática entre os dois conceitos é relevante e afecta a compreensão de diversos conceitos económicos. Um desses conceitos é o de Desemprego, cuja tipologia é tema de abordagem deste post. Leia na íntegra!
Comecemos por compreender a diferença entre Trabalho e Desemprego:
Trabalho é a realização de actividades visando obter determinados resultados, com ou sem remuneração.
Emprego, por sua vez, é a realização de actividades visando obter determinados resultados, mas sempre sob remuneração.
Note-se que a remuneração é o elemento distintivo entre Trabalho e Emprego.
Estamos agora em condições de abordar o conceito de Desemprego.
Desemprego é entendido como sendo a condição de quem está em idade economicamente activa e à procura de emprego, mas não encontra emprego.
Ora, essa dificuldade em encontrar emprego pode ser devida a diversos factores, os quais constituem os diversos tipos de Desemprego de acordo com diferentes critérios.
Assim, temos os seguintes tipos de Desemprego:
Desemprego Friccional: é de curta duração e verifica-se em situações como transição de um emprego para outro ou busca pelo primeiro emprego.
Desemprego Estrutural: é devido a alterações na estrutura da economia. É o caso de mudanças tecnológicas, mudanças nos processos produtivos e deslocações geográficas de indústrias, requerendo frequentemente a aquisição de novas habilidades.
Desemprego Sazonal: decorre de variações (diminuições) da procura. Verifica-se em sectores de actividade cuja produção e/ou procura por partes dos clientes e, consequentemente, a procura por trabalhadores, é caracterizada pela sazonalidade. O sector agrícola é um forte exemplo de entre os que se caracterizam por esse comportamento.
Desemprego cíclicos: associado às variações no Ciclo Económico, o desemprego cíclico decorre das fases de declínio económico ou baixa actividade económica (recessão ou depressão), sendo menor em fases de recuperação económica.
Desemprego natural: é o que se verifica quando a economia produz na sua capacidade máxima, englobando indivíduos que o mercado de trabalho não tem capacidade de absorver, por razões estruturais ou friccionais, mas não por razões de sazonalidade e de conjuntura.
Além disso, existe o desemprego natural, que é o nível de desemprego que ocorre no nível máximo do produto de uma economia. Esse tipo de desemprego inclui o friccional e o estrutural, mas não o cíclico.
Desemprego voluntário: decorre da vontade das pessoas. Verifica-se quando há vagas de emprego disponíveis pelo facto de potenciais candidatos decidirem não preenchê-las, ou devido ao facto de trabalhadores terem decidido abandonar tais vagas, geralmente para buscarem por um emprego melhor.
Desemprego involuntário: so ocontrário do que acontece com o voluntário, o desemprego involuntário decorre da baixa procura. Isto é quando há muitas pessoas ofertando trabalho, mas poucas vagas disponíveis no mercado.
Note-se que essas classificações podem ser agrupadas de acordo com diferentes critérios, havendo, no entanto, a possibilidade de ocorrerem dois tipos de desemprego de maneira simultânea.
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