Em sessão pública, a Unidade de Gestão da Dívida(UGD), órgão, afecto ao Ministério das Finanças, apresentou ontem, 27 de Janeiro, o Plano Anual de Endividamento para 2026. Esse é um exercício que visa "reforçar a transparência, previsibilidade e credibilidade da gestão do endividamento público junto dos diversos intervenientes nacionais e internacionais", enfatizou o Secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, lê-se no site do Ministério das Finanças.
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| Imagem: ECOnteúdo. Com base no DP n.° 01/26, de 05 de Janeiro |
O responsável referiu estarmos diante do desafio de cumprir o serviço da dívida de 15,1 bilhões de Kwanzas, o qual é ao mesmo tempo uma oportunidade, pois representa "um espaço acrescido para consolidar uma trajectória mais confortável e previsível", informou o Ministério das Finanças em seu website.
Foi ainda salientada a redução do nível do rácio Dívida/PIB, de 69% em 2020 para os actuais 50,5%.
Lembramos de que os dados constantes do Plano Anual de Endividamento para 2026, prevêm que 47,24% da dívida será contraída no mercado interno, sendo que, para completar os 52,26% restantes, o país se deverá endividar no estrangeiro.
Aprovado pelo Executivo e publicado em Diário da República, o documento estima um endividamento de 15,3 bilhões de Kwanzas para financiar o OGE do presente exercício económico. Desse montante, 7,10 bilhões são estimados para o mercado interno e os 7,92 bilhões é a quantia estimada para o mercado externo.
O PAE 2026 foi aprovado pelo Decreto Presidencial n.° 01/26, de 5 de Janeiro, e é uma fracção de um documento de maior abrangência, a Estratégia de Endividamento 2026-2028, aprovada pelo Decreto Presidencial 02/26, de 05 de Janeiro.

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